Mensagem – CATEQUESE DA ESPERANÇA – Pe. Zezinho, scj


CATEQUESE DA ESPERANÇA

Rom 4,18
Contra toda a esperança Abraão esperou e acreditou. E tornou-se o pai de muitas nações.

Rom 8,24
Esperança que se vê não é esperança. Ninguém espera naquilo que já tem em mãos.

A igreja é o lugar da esperança. Deveria sê-lo. Afinal é disso que depende a uma religião. Espera em Deus e espera no homem. E se não esperasse nem mereceria existir. Religiões são o lugar da esperança. Todas elas.

Porque acreditamos em Deus, porque cremos no perdão, porque cremos no céu, porque cremos no futuro da humanidade, porque cremos que um dia o mundo terá paz, porque cremos na vitória do bem, porque cremos na luz no fim do túnel, porque cremos, esperamos.

Ninguém espera, se não confia e não crê. Esperamos em alguém quando o amamos e nele confiamos. Se não confiamos, nada esperamos dele. Confiar é entregar a fé nas mãos de alguém, cum-fides depositar fé neste alguém. Esperar é ter paciência, dar tempo ao tempo, dar uma chance à pessoa porque ela vai chegar lá. Só espera quem ama. Quem perde o amor se desespera. Quem não vê solução nem saída alguma, se desespera. A pessoa que tem esperança, porque tem fé, terá comportamento diferente, se presa num túnel. As outras entrarão em pânico. Ela não. Ela conta com alguém ou consigo mesma. Mesmo que isso não aconteça, terá mais força do que as outras porque permanecerá dona de si.

A parábola das duas rãs na barrica de leite elucidam a esperança. Caíram lá e uma tinha esperança, a outra não. Entrou em pânico, e abandonou-se à sua sorte. A outra esperneou a noite inteira e achou forças na certeza de que se salvaria. Pela manhã, de tanto espernear, tocou em algo sólido: salvou-se. De tanto se bater, transformara o leite em manteiga.

São admiráveis as pessoas esperançosas. É por causa delas que o mundo ainda respira. Tire a esperança de uma pessoa e ela não terá mais razão para viver.

Sem esperança de que consertarão a ponte não há porque prosseguir a viagem. A vida continua porque a esperança é a ultima que morre. E quando nada mais restar, ainda restará a esperança, escondida na última semente que ficou.

Na pequena semente pisada e esmagada escondem-se milhões de frutos. Só os veremos se a plantarmos. Plante uma esperança!

Pe. Zezinho, scj

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