CANÇÃO EM FÉ MAIOR
Vou dizer com a maior clareza o que penso sobre música.
É a cobertura do bolo da vida.
O chantilly que o torna mais saboroso
mas é menos importante do que o bolo.
Por isso mesmo, eu nunca disse que minha vida é cantar.
Diga-se o mesmo da canção religiosa.
É a cobertura do bolo da fé.
Mas é menos importante que a Palavra de Deus.
Por isso, às vezes, eu, que fiquei conhecido
por minhas canções, gosto de celebrar sem cantar,
porque Bíblia e Cálice valem mais do que um violão.
Orar é indispensável, cantar não é.
Se música de menos na Igreja é celebração sem alma,
música demais é falta de catequese e de bom senso.
Se tiver que escolher entre a música e a Palavra falada,
escolho a palavra falada.
Entre ser cantor e ser padre, escolho ser padre.
Não sou padre porque canto! Canto porque sou padre!
É um dos muitos serviços que presto ao povo de Deus.
Não pode nem deve ser o único.
Por isso, quando me chamam só para cantar, eu não vou.
O bispo que me ordenou me mandou fazer mais do que cantar.
Aliás ele nem falou em cantar. E não fala.
Que meu testemunho sirva de reflexão
para quem dá excessivo valor à música na Igreja.
Dizem que sou o padre que mais faz canções em todo o mundo.
Então eu tenho alguma autoridade para dizer o que estou dizendo:
que os cantores religiosos não confundam orar com cantar.
Orar é essencial. Cantar continua acidental.
Somos importantes e até necessários,
mas há ministérios mais importantes que o nosso na Igreja.
Que nossas canções não atrapalhem a catequese da Igreja!
Pe. Zezinho, scj
35 anos Cantando a Fé
Tags: canção religiosa, Fé, Música, mensagem, ministério de música, Pe. Zezinho